Roxette mantém legado com show repleto de hits em São Paulo

Roxette mantém legado com show repleto de hits em São Paulo

Foto: Reprodução/One Photography Media

Depois de 14 anos de espera, o Roxette se apresentou em São Paulo na última terça-feira, dia 14 de abril, e proporcionou uma noite de nostalgia.

Cheguei no Espaço Unimed faltando pouco mais de 1 hora para o início do show, e quando você chega cedo você tem tempo para observar. Tem show em que as pessoas estão leves, descontraídas, abrindo espaço para interação, e tem show que cada grupinho faz quase uma barreira de proteção. Não importa se tem espaço na frente ou do lado. Se não chegou antes não passa. E nesse dia foi essa segunda opção que aconteceu. O público chegou cedo para esperar pelo espetáculo, e embora pareça uma crítica por esse comportamento, calma que eu vou chegar no meu ponto.

Poucos minutos depois do horário marcado, a música ambiente parou, as luzes se apagaram, e a sensação de “vai começar” fez uma onda de energia gigante explodir. A abertura foi com “The Big L.”, que tem Per Gessle como voz principal. Lena Philipsson, que recebeu o convite para integrar o Roxette em 2024, estava em sua posição no palco de maneira discreta. Foi Per quem deu as boas-vindas, anunciou que o setlist dessa noite teria várias de suas favoritas, convidou o público para cantar junto, e anunciou Lena Philipsson como novo membro da banda. E agora sim, com “Sleeping in My Car”, a cantora ocupou o palco como um turbilhão, muita atitude e segurança.

A promessa de uma apresentação com favoritas foi cumprida, e foi muito emocionante conferir ao vivo grandes hits como “Dressed for Success”, “Fading Like a Flower”, “Wish I Could Fly”, “Almost Unreal” e “She’s Got Nothing On (But the Radio)”. Todos no palco estavam muito à vontade, interagindo entusiasmados, interligados, demonstrando que a empolgação por essa noite era sentida pelos fãs do Roxette e por eles também. Na pista, além das vozes acompanhando todas as músicas, muitas plaquinhas com a frase “TKS, LENA” (Obrigado, Lena) levantadas e acenando.

E o que já estava intenso, teve seu momento arrebatador. Lena apresentou a música seguinte como sua favorita, dedicou à Marie Fredriksson – que faleceu em 2019 vítima de câncer aos 61 anos – disse que sabe que todos ali sentiam muito sua falta, que ela também sentia, e cantou “It Must Have Been Love”.

O setlist também contou com “How Do You Do!”, “Joyride”, “Spending My Time”, “Listen to Your Heart”, “The Look” e “Queen of Rain”, canções bastante aguardadas pelo público. Foi incrível! Foi sensacional! O que me faz voltar para quando eu falei sobre as pessoas e seus comportamentos no show. É muito interessante ter cada vez mais a sensação de que as pessoas estão saindo de casa para curtir os shows. Fazer questão de garantir que os 50 cm² que seus corpos ocupam sejam preservados sem incômodo, ou ficar exibindo um cartaz para agradecer a cantora que proporcionou essa noite acontecer, foi atitude de quem sente.

Nos faz dar conta do que a gente já sabe, mas que vale sempre relembrar. Música tem poder! Movimenta, toca a gente, emociona, leva para uma viagem no tempo, faz sentir sensações como se elas fossem reais, como se fossem revividas. Ter a chance de vivenciar o Roxette ao vivo, de novo ou pela primeira vez,  mesmo depois de uma grande perda, foi grandioso demais.