Morten Harket, do A-ha, anuncia novo álbum em meio à luta contra o Parkinson

Morten Harket, do A-ha, anuncia novo álbum em meio à luta contra o Parkinson

Foto: Reprodução

Morten Harket, vocalista do A-ha, está de volta após um ano e meio do anúncio de sua luta contra a doença de Parkinson. O artista norueguês prepara o lançamento de seu sétimo álbum solo, intitulado “Human Grace”, para o dia 27 de novembro.

“Eu vinha compondo e gravando músicas ao longo dos anos, desde o álbum ‘Brother’ (2014), nos intervalos do trabalho com o A-ha. Meu coprodutor, Peter Kvint, e eu começamos a analisar o material sob uma nova perspectiva e ficamos surpresos com a qualidade e a coerência daquilo que aguardava para ser revelado. Foi algo revigorante. Foi uma verdadeira jornada concretizar esse projeto. Para mim e, certamente, para todos que trabalharam comigo em meio a tanta incerteza, dando o melhor de si”, declarou o cantor de 67 anos ao jornalista Jan Omdahl.

Os arranjos e algumas sobreposições vocais foram realizados entre julho de 2025 e julho deste ano. O projeto contou com a colaboração de um grupo de músicos de estúdio suecos e noruegueses, incluindo a Stockholm Studio Orchestra e o tecladista Erik Ljunggren, figura constante nas apresentações ao vivo do A-ha e que supervisionou a pós-produção.

“Human Grace” também é marcado pela presença da família. Duas de suas filhas fazem participações especiais. O primeiro single, “Hold Me”, conta com a participação de Tomine Harket, de 33 anos, e será lançado nesta sexta-feira (25). Já “Falling Down” apresenta Karmen Poppi A. Harket, de 18 anos.

“Eu queria essas músicas no álbum, mas sabia que não conseguiria completar os vocais”, disse Morten sobre suas limitações devido ao Parkinson. “Então eu pensei: ‘por que não pergunto às minhas filhas?’. Depois de fazer isso, comecei a me perguntar por que não tinha feito antes.

O cantor norueguês revelou que tem esperança em recuperar a sua voz para voltar a trabalhar: “A voz que tenho agora não é afetada apenas pelo Parkinson em si, mas também pelos medicamentos e seus efeitos colaterais. É um equilíbrio muito complexo de encontrar. Nos momentos mais críticos, cheguei a perder até a voz falada. Ela ficava monótona, sem musicalidade, sem emoções perceptíveis. Quase morta. Eu não conseguia expressar o que sentia, e essa era uma situação difícil. Mas os sintomas vão e vêm. Não há danos físicos à voz”.

Em relação ao retorno aos palcos, Harket declarou: “Quando falo agora, há melodia na minha voz, embora ela esteja um tanto contida. Ainda não cheguei ao ponto de poder usá-la ativamente como cantor. Especialmente em turnês, onde muitas pessoas dependem de você para entregar um bom desempenho. Duvido que consiga fazer isso. Mas gravar — quando a situação for propícia e minha voz permitir — é algo que talvez eu veja acontecendo”.