Backstreet Boys apresentam show nostálgico e emocionante no The Town

Backstreet Boys apresentam show nostálgico e emocionante no The Town

Foto: Divulgação

Uma noite nostálgica e inesquecível! Certamente é dessa forma que as mais de 70 mil pessoas presentes no Autódromo de Interlagos vão guardar na memória o terceiro dia do The Town. Desde a abertura dos portões ao meio-dia, as fãs já se concentravam em frente ao Palco Skyline para garantir visão privilegiada dos Backstreet Boys, que se apresentariam somente às 23h15.

Apesar das longas horas que ainda viriam pela frente, o sentimento era de empolgação, ansiedade, e camaradagem com quem também chegou cedo com a intenção de reviver os anos 90 e 2000. Entre as cangas espalhadas pelo gramado, as mulheres se organizavam para ir ao banheiro, se alimentar, conhecer os estandes, ativações e brinquedos e retornar para o seu lugar guardado e garantido. Esse ano a estrutura do festival permitiu uma movimentação mais fluida, com reposicionamento dos palcos e dos estandes, possibilidade de comprar bebida antecipada e agilizar a retirada, além do agendamento dos brinquedos pelo app e unir adrenalina com música boa.

E falando em adrenalina, uma queima de fogos coloridos anunciou a abertura oficial do Palco Skyline, e The Flight surgiu entre a fumaça. Um balé surpreendente feito por cinco aeronaves que voavam tão próximas ao público que a sensação era de ter a mesma velocidade e sentir a emoção das manobras.

Logo em seguida, o Jota Quest entrou no palco levantando todos com hits como “Na moral”, “Encontrar Alguém” e “Além do Horizonte”. Com efeitos de luzes, batidas eletrônicas e uma produção bem dinâmica e eletrizante nos telões, a banda iniciou as celebrações de 30 anos de lançamento do 1º álbum, “J. Quest”, de 1996. Dava pra sentir a felicidade desse momento nos muitos sorrisos de Rogério Flausino e interação entre eles. Quanto carisma, energia boa, dessas que leva a gente a cantar alto e pular nas mais agitadas como “De Volta ao Planeta”, e com a mesma dedicação se emocionar e levantar os braços em um ritmo mais calmo em “Dias Melhores” e “Só Hoje”. A apresentação também teve um momento de homenagem ao Tim Maia, padrinho do grupo, com a clássica “Acenda o Farol”. Acompanhado de vídeos do artista no telão, Rogério cantou e deu lugar a voz de Tim pra dar continuidade na canção. Foi emocionante! E com o Jota Quest foi aberto o portal para os anos 90.

CeeLo Green deu sequência à programação do Palco Skyline com seu soul e groove em uma apresentação dançante, repleta de clássicos e sucessos como “Crazy” e “Fuck You/Forget You”. E a próxima atração foi Jason Derulo, que trouxe um show cheio de coreografias junto aos seus bailarinos, abusando da sensualidade e interação com o público.

Do outro lado do Autódromo, no Palco The One, se apresentaram Di Ferrero, Duda Beat, Pedro Sampaio, e Luísa Sonza. Esses dois últimos, agitaram também quem estava em frente ao Palco Skyline e assistiram pelos telões. Nesse momento já dava para fazer contagem regressiva para a atração mais esperada da noite, os Backstreet Boys.

As fãs gritavam na expectativa de receber Nick, Bryan, AJ, Kevin e Howie D com cada mudança de luz, movimentação no palco, ou alguma batida diferente. E, pontualmente, eles entraram com todo o gás abrindo o show mais esperado da noite com “Larger Than Life”. Após turnê em Las Vegas, a banda trouxe para o Brasil a apresentação que celebra 25 anos do álbum “Millennium” lançado em 1999.

Se a maioria das pessoas já estava ali há horas aguardando, nesse momento não se via qualquer cansaço e sim a energia de quem acabou de começar o dia. Pulando, cantando junto, acenando e chamando os ídolos da adolescência, foi assim que as hoje adultas na plateia voltaram a viver o que sentiam quando eram apenas meninas apaixonadas pela boy band. Essa magia que a música proporciona, de viajar no tempo, de ter momentos marcados por trilha sonora de um jeito especial, de tocar no emocional sem muita explicação, foi o que transbordou nessa sexta-feira (12).

E da mesma forma que o público sentiu e viveu essa nostalgia, os Backstreet Boys, mesmo tantos anos depois, estavam ali para encantar com suas danças coreografadas e seus solos apaixonados. Eles se dividiram se deslocando por todo o palco, acenando de volta, brincando com as fãs mais enérgicas, e a sensação de proximidade arrebatou seus corações.

Foi uma noite muito feliz proporcionada por um setlist melancólico. Eles cantaram “As Long As You Love Me”, “Show Me The Meaning of Being Lonely”, “Quit Playing Games”, “Shape of My Heart” e todas as outras que quando éramos mais novas ouvíamos com um pote de sorvete, sozinhas ou lamentando alguma situação com as amigas. A grande virada para a noite feliz é que ouvir agora nos leva para aquela época dramática, mas ao mesmo tempo leve, divertida, sem grandes compromissos e com muita admiração por esses rapazes com quem a gente tinha certeza que se casaria.

“Everybody” encerrou o show e “Backstreet’s back” é a frase que todas ali esperavam ouvir de novo, e em breve! Como eles disseram, o público brasileiro sabe receber, tem um calor e empolgação incomparáveis, então parece que essa é a frase que eles também pretendem repetir logo!