Green Day agita público em show enérgico no The Town
Fotos: Divulgação/The Town
O festival The Town encerrou o seu primeiro final de semana e já temos o grande concorrente a melhor show dessa edição: o Green Day. A banda californiana encerrou o “Dia do Rock”, no último domingo (07) com a energia no alto. Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool desfilaram seus hits do início ao fim da performance de cerca de duas horas de duração.
Para aquecer o público, as caixas de som tocaram músicas como “Bohemian Rhapsody”, do Queen, e “Blitzkrieg Bop”, dos Ramones, enquanto alguém fantasiado de coelho dançava de um lado para o outro. Na sequência, o trio subiu ao palco Skyline tocando “American Idiot” e “Holiday” para delírio das 80 mil pessoas presentes.
Nesse início, o palco apresentava um inflável gigante que reproduzia a capa do disco “American Idiot” (2004), que conta com uma mão segurando um coração meio granada. Billie Joe aproveitou para celebrar o Dia da Independência do país e gritou “Viva Brasil”, em português.
Em “Know Your Enemy”, uma fã realizou o sonho de subir no palco para cantar junto com o Green Day. Um respiro necessário ocorreu na faixa “Boulevard of Broken Dreams” e seguiu com a recente “One Eyed Bastard”, do álbum “Saviors” (2024). O repertório no The Town foi composto praticamente por canções dos álbuns “American Idiot” e “Dookie”, que completou 30 anos. Ainda do antigo disco de sucesso, os caras tocaram “Longview” e “Welcome to Paradise”. É impressionante como a execução das músicas seguem perfeitas da gravação original.
Durante “Minority”, do disco “Warning” (2000), Armstrong apresentou a banda, incluindo os músicos de apoio. Outros momentos especiais ocorreram com a execução dos sucessos “Basket Case” e “When I Come Around”. Neste momento, o vocalista abriu o coração: “Tem muita energia tóxica no mundo agora, mas não nesta cidade, não no The Town, porque vimos Iggy Pop, Bad Religion e Green Day. Nesta noite, eu imploro do fundo do meu coração: cuidem uns dos outros. Estamos aqui por causa das nossas famílias, amigos, e das pessoas que amamos. Nesta noite, estamos conhecendo outras pessoas, bebendo, fumando, dançando e cantando juntos. Esta noite é uma celebração”.
O show também teve a emocionante “Wake Me Up When September Ends” (em pleno setembro), a ópera-rock “Jesus of Suburbia” e o encerramento com “Good Riddance (Time of Your Life)” com Billie Joe no violão.
Mas não foi apenas no show do Green Day que rolaram momentos especiais. Antes do trio californiano, o palco The One contou com uma apresentação do lendário Iggy Pop. Considerado o “Padrinho do Punk”, o cantor de 78 anos esbanjou energia durante a performance.
O artista apresentou canções que marcaram a sua carreira, como “Raw Power”, “I Wanna Be Your Dog” e “Search and Destroy” de sua antiga banda The Stooges, além de clássicos da carreira solo, incluindo “The Passenger” e “Lust for Life”. Na plateia, os fãs estavam felizes em presenciar o show, entre eles, Dinho Ouro Preto, Supla e Clemente Nascimento.
A voz potente de Iggy continua a mesma, e a performance também não deixou a desejar. Mesmo com limitações por causa da escoliose, o artista pulou, rebolou e mandou beijos para os fãs.
O Bad Religion teve a missão de substituir o Sex Pistols e não decepcionou. Com poucos palavras, mas com muita atitude, a banda tocou praticamente uma música atrás da outra, a maioria com uma pegada hardcore. O ponto alto do show ficou para o final ao apresentar faixas mais conhecidas do público, como “Generator”, “21st Century (Digital Boy)”, “Infected”, “Sorrow” e “American Jesus”.
Em uma noite voltada para o punk, Bruce Dickinson fez um show com uma sonoridade mais para o metal apresentando seus vocais agudos e solos de guitarra. O vocalista do Iron Maiden até arriscou tocar percussão em alguns momentos do show. Entre as faixas apresentadas, o cantor focou na carreira solo em canções como “Accident of Birth”, “Chemical Wedding” e a ótima “Tears of the Dragon”. O setlist também teve espaço para a faixa “Resurrection Men” do recente “Mandrake Project” (2024) e “Flash of the Blade”, do Maiden.
As bandas nacionais também fizeram apresentações memoráveis no “Dia do Rock” do The Town 2025. Supla e Inocentes abriram os trabalhos com um repertório em homenagem ao punk rock. Juntos tocaram “I Fought the Law”, do The Crickets em uma versão conhecida do The Clash, e “Blitzkrieg Bop” dos Ramones. Os caras também tocaram seus sucessos: os Inocentes apresentaram “Rotina”, “Pátria Amada” e “Pânico em SP” e Supla E Os Punks de Boutique com “Charada Brasileiro”, “Green Hair (Japa Girl)”, “Humanos” e “Garota de Berlim”.
CPM 22 e Pitty também subiram ao palco para apresentar seus hits com os fãs cantando todas as músicas a plenos pulmões. Não foi diferente com o Capital Inicial, que fez um setlist com a pegada punk rock. Ao cantar “Independência”, Dinho Ouro Preto celebrou a democracia brasileira e durante “Que País É Este”, clássico da Legião Urbana, o vocalista criticou a “PEC da Impunidade que estão tentando aprovar no Congresso”. “É uma música sobre a distopia brasileira”, completou o cantor.
O The Town retorna nesta sexta-feira (12), no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com o aguardado show dos Backstreet Boys. No sábado (13), os fãs vão curtir nomes como Lionel Richie e Mariah Carey, e por fim Katy Perry e Camila Cabello encerram o evento no domingo (14).
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