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Mamonas Assassinas ganha tributo emocionante no Dia Mundial do Rock

14/07/2017  |   Por:

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Foto: Leandro Godoi

Era 13 de julho de 1995 quando encontrei com os Mamonas Assassinas pela primeira vez. Em época que não existia internet, foi no extinto clube Resumo da Ópera onde foi possível ver e conhecer os integrantes que há pouco tempo tinham lançado o primeiro single “Vira Vira”. Naquela noite, os caras participaram da festa da 89 FM do Dia Mundial do Rock interpretando aquela música que seria um dos maiores sucessos daquele ano. Meses depois, estive em outros shows da banda, mas a proporção foi mudando e em pouco tempo aquele grupo que se apresentou na pequena casa noturna se tornou o maior fenômeno da música brasileira da década de 1990. O resto é história.

Exatamente 22 anos depois, a mesma rádio que tocou pela primeira vez o som dos garotos de Guarulhos, promoveu um emocionante tributo no Audio Club. O local estava lotado de fãs que relembraram os sucessos com ajuda da banda cover Diet Music. Muitos ali não tiveram a oportunidade de ver ao vivo Dinho, Julio, Bento, Sergio e Samuel.

A atmosfera “Mamônica” reinava no local. Ao chegar, avistei a brasília amarela estacionada. Logo na entrada, estava o Sr. Hildebrando Alves, o pai de Dinho, que gentilmente levou objetos pessoais do vocalista para exposição, como roupas e chapéus de shows, jaqueta e disco de platina. Outros familiares também estiveram presentes como Sr. Ito e Sra. Nena Reoli, pais de Samuel e Sergio, Paula Rasec, irmã de Julio, a família Hinoto, de Bento, e Valéria Zoppello, a musa de Dinho.

Às 21h, a banda Diet Music, usando figurino igual dos Mamonas e também com os instrumentos dos caras, subiu ao palco para “começar a baixaria”. O show iniciou com “Cabeça de Bagre II” e “Chopis Centis”, e seguiu o repertório na mesma ordem das antigas apresentações do grupo. As músicas continuam na mente dos fãs, que cantaram e dançaram durante todo o show. Algumas surpresas aconteceram no decorrer da apresentação, como a presença de Ruy Brissac, ator que interpreta Dinho no Musical Mamonas. “Essa é a nova geração dos Mamonas”, disse o vocalista Beto Guerreiro se referindo a Ruy. Beto brincou ao dizer que estava para se aposentar por fazer cover dos Mamonas desde 1995, quando a banda estava na ativa.

Outro convidado muito bem recebido foi Egypcio, ex-vocalista do Tihuana e atual Urbana Legion. Além de dividir os vocais em algumas faixas dos Mamonas, o cantor também interpretou “Será” e “Tempo Perdido”, da Legião Urbana. Segundo ele, momento do show que não estava programado. Canções como essas estavam no repertório dos Mamonas no início de carreira, quando ainda se chamavam Utopia.

Em outro momento, Japinha, do CPM 22, assumiu a guitarra para tocar “Vira Vira”. A diversão foi completa quando subiram ao palco os antigos membros da produção do grupo, Joni Anglister e André Ralado. O último apareceu vestido de Tartaruga Ninja. Algumas histórias foram contadas nesse momento. Por fim, Nereide Nogueira, a musa do clipe “Pelados em Santos”, apareceu durante a música usando o mesmo vestido vermelho para dançar com o Diet Music. A performance chegou ao fim com “Horizonte Infinito”, canção da banda Utopia.

Os garotos viraram estrelas há 21 anos, porém, a obra continuará viva se depender dos fãs e de eventos como esse. Valeu, Mamonas.

#LIVE @egypcio13 soltando a voz nesse tributo aos #MamonasAssassinas 🤘🏼🎤💥🖤 📷 @leandro_godoi

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